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Traçado português ganha destaque no caminho que liga Braga a Santiago

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07 Marzo 2019 406 votos
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caminho da geira Dário Rodríguez secretário da Associação Jacobeia Geira Minhoto RibeiroA Associação Jacobeia do Caminho Minhoto Ribeiro, pioneira no estudo e divulgação do itinerário jacobeu que liga Braga a Santiago de Compostela, decidiu incluir a palavra “geira” na sua designação, para “integrar de forma mais clara a parte portuguesa” no projeto.

Esta mudança pretende integrar a parte portuguesa (Geira Romana) de uma forma mais clara e destacar o seu caráter transfronteiriço, porque estamos a trabalhar muito com associações lusas, como é o caso da Espaços Jacobeus, importantíssima em Portugal no tema dos caminhos”, explicou esta quarta-feira, 6, Darío Rodríguez, secretário da agora designada Associação Jacobeia Caminho da Geira Minhoto Ribeiro (CGMR).

 

Além de ser uma maneira de integrar e abarcar mais associações, é uma denominação mais exata: geira, por causa da antiga estrada romana; minhoto, devido ao Rio Minho, e Ribeiro, porque uma grande parte do traçado atravessa esta comarca espanhola”, adiantou Darío Rodríguez, em entrevista à Rádio Carballiño/Cadena SER, durante a qual fez um balanço da última assembleia geral da associação, que decorreu há alguns dias.

O secretário da Associação do CGMR revelou ainda que, a partir de outubro, parte do traçado será incluído nas Rotas Culturais da Universidade de Vigo/Campus de Ourense” e que “vai ser assinado um protocolo de colaboração com a universidade de Vigo para que os estudantes possam fazer investigação sobre este itinerário, com o apoio da associação”.

O objetivo da Associação do CGMR, que destaca o caráter multidisciplinar deste projeto, é “continuar a investigar e aprofundar as raízes do caminho, centrando-se agora no território entre Padrenda e Soutelo de Montes, já que há outras organizações a debruçar-se sobre os outros territórios, de forma a rentabilizar meios”, adiantou Darío Rodríguez, explicando que a associação vai começar a a divulgar o caminho jacobeu junto das escolas.

A associação pretende a oficialização deste itinerário, que liga Braga a Santiago na distância de 240 quilómetros, até ao Ano Santo Jacobeu de 2021, e descreve-o como “um caminho de peregrinação e comercial de produtos vitivinícolas” e uma maneira de dinamizar do ponto de vista socioeconómico as zonas empobrecidas por onde passa.

Na entrevista à Rádio Carballiño/Cadena SER, Darío Rodríguez lamentou que até agora não tenha sido possível reunir as diferentes associações envolvidas no projeto de homologação deste traçado, com a “intenção de conseguir o maior consenso possível”, essencial para que o projeto tenha sucesso na Junta da Galiza (governo regional).

O secretário da Associação do CGMR recordou ainda uma recente reunião com o presidente da Academia Jacobeia, Xesus Palmou, mantida em A Estrada (Espanha), cuja “principal conclusão foi que o caminho vai ser declarado Itinerário Cultural Preferencial, um passo muito importante para a oficialização como via jacobeia, possivelmente já em 2020”.

A Associação do Caminho Jacobeu da Geira Minhoto Ribeiro e a Associação Codeseda Viva coordenam a

investigação histórica, patrimonial, do traçado e sobre outros recursos necessários à validação do caminho, um trabalho iniciado em 2009.

O Caminho da Geira Minhoto Ribeiro (também conhecido como da Geira Romana e dos Arrieiros) foi percorrido por pelo menos 300 pessoas desde maio de 2017, estimando-se que o número cresça até 500 no corrente ano.